sexta-feira, 17 de abril de 2009

banana

Quinta-feira. Dia de corrida. Ele me atazana o dia in-tei-ro pra irmos ao cinema.

- Pô, não dá, é meu dia de correr. Eu já me boicoto demais, não posso boicotar uma coisa que faz bem pra mim, né?
- Mas pegar um cineminha com alguém que está louco pra ficar com você não é uma coisa que te fará bem?

Argumento matador. Fomos ao cinema.

Assim, sabe, não é por acaso que pedem para todos desligarem seus celulares. Ép, ele não fez isso. Achou que deixar no modo vibratório era o suficiente. No bolso. Do lado em que eu estava sentada.

Mal o filme começou, a namorada danou a ligar. Na primeira, ele nem se moveu, “não há nada acontecendo”. Na segunda, colocou no outro bolso. Na terceira, tirou do bolso e colocou na mochila, “pronto”. É, meu bem, só que sua mochila está ‘ligeiramente’ encostada em mim, e parece um terremoto cada vez que essa porra toca.

Náusea, nojo, raiva, humilhação, vontade de ir embora. Massss... (eu me boicoto, né?) não fui.

Dia seguinte.

- Chega. Não aguento mais. Se você quiser ficar comigo, e só comigo, vou te fazer mais feliz do que você jamais foi. Do contrário, não sairemos nunca mais.
- Então não sairemos nunca mais.

O que mais eu poderia esperar?

Nenhum comentário: